terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Planeta Saturno




Saturno é um planeta que faz parte do Sistema Solar. É o segundo maior planeta do sistema solar e sua órbita está localizada entre as órbitas dos planetas Júpiter e Netuno.
Características de Saturno

- É um planeta com uma densidade significativamente baixa;
- Ao redor do planeta existem anéis formados por restos de meteoros e cristais de gelo;
- Possui 60 satélites ou luas, sendo as mais conhecidas: Titã, Encélado, Mimas, Tétis, Febe e Japeto;
- Seu diâmetro equatorial é de 120.536 km;
- A atmosfera de Saturno é composta, principalmente, pelos seguintes elementos: Hidrogênio (aproximadamente 90%), Hélio, Metano, Vapor de Água, Amônia, Etano e Fósforo;
- O interior de Saturno é composto por rochas, gelos e uma camada de hidrogênio metálico;
- Os ventos em Saturno podem atingir a velocidade de quase 2.000 km/h;
- Este planeta possui um formato esferóide com achatamento nas regiões polares;
- O movimento de rotação (ao redor de seu eixo) dura cerca de 10,5 horas;
- Saturno leva 30 anos terrestres para completar o movimento ao redor do Sol.


O planeta Jupiter



Alguns terão já perguntado que astro será um ponto brilhante que se vê, pelas dez da noite, mais ou menos na direcção Sul. A resposta é bem simples: trata-se do planeta Júpiter. Júpiter é gasoso e é o maior planeta do Sistema Solar, com uma massa superior a 300 vezes a massa da “nossa” Terra. Estando afastado do Sol a uma distância superior a 5 vezes a separação Terra-Sol, este planeta gigante demora quase 12 anos a dar uma revolução em torno do Astro-Rei. Em contrapartida, tem uma velocidade de rotação em torno de si próprio muito maior do que a Terra: apesar da sua colossal dimensão, Júpiter demora apenas 10 horas para fazer uma rotação, ou seja, o dia joviano (isto é, de Júpiter) é menos de metade do dia terrestre. 

Uma das particularidades menos conhecidas de Júpiter são os seus anéis. Não sendo observáveis a partir da Terra (tal como os de Saturno), os anéis de Júpiter foram descobertos pela sonda Voyager em 1979. A imagem acima mostra os anéis de Júpiter, durante um eclipse do Sol observado pela sonda espacial Galileo, que orbitou o planeta entre 1995 e 2003

Júpiter possui dezenas de satélites, estando identificados mais de 60. Porém, os primeiros quatro foram descobertos no já remoto início do século XVII. Em 1610 Galileu Galilei começava a utilizar um recentíssimo instrumento para perscrutar os céus: o telescópio. A 13 de Janeiro (na sequência de observações iniciadas a 7 do mesmo mês), Galileu constata a existência de quatro "estrelas" nas vizinhanças de Júpiter. Estes novos objectos não eram  
visíveis a olho nú, e portanto eram desconhecidos até então. Galileu compreendeu que não se tratava de estrelas, mas que não eram mais do que satélites naturais do planeta Júpiter. Galileu publicou estes resultados, a par de outras observações astronómicas (da Lua e de várias estrelas), numa obra intitulada Sidereus Nuncius(Mensageiro Celeste). 

Estavam assim descobertas as quatro luas galileanas, que aqui se mostram numa composição fotográfica de imagens feitas pelo sonda espacial Galileo, em comparação com Júpiter, e cujos nomes são Io, Europa, Ganímedes e Callisto (na imagem, de cima para baixo).. 

Neste Ano Internacional da Astronomia, que tem como inspiração as observações de Galileu, aproveite para observar o planeta Júpiter num local perto de si. 

O Planeta Netuno





Netuno é o oitavo planeta a partir do Sol. Encontra-se a uma distância de 4,5 bilhões de quilômetros do Sol ( ~ 30,1 UA ). Seu diâmetro equatorial é de aproximadamente 50.000 km e sua massa da ordem de 1026 kg.
Na mitologia Romana, Netuno (Posseidon para os Gregos) é o Deus do mar. Quando da descoberta de Urano por Herschel em 1781, notou-se que os parâmetros da órbita desse planeta não correspondiam aos valores esperados pelas Leis de Newton. Assim, previu-se a existência de um planeta mais distante capaz de perturbar a órbita de Urano. Netuno foi então observado pela primeira vez pelos astrônomos Galle e d'Arrest, em 23 de setembro de 1846, em posições muito próximas às calculadas por seus colegas Adams e Le Verrier, que determinaram parâmetros orbitais utilizando posições relativas de Júpiter, Saturno e Urano. A estes dois astrônomos foi creditada a descoberta do novo planeta.
Netuno foi visitado apenas uma vez por uma sonda, a Voyager 2 em agosto de 1989. Muito do que se conhece do planeta se deve a esse único encontro. Recentemente observações efetuadas por telescópios baseados em Terra e pelo Telescópio Espacial Hubble têm contribuído sobremaneira para o entendimento dos processos físicos aí presentes.
A composição química de Netuno é, provavelmente, muito parecida à de seu vizinho Urano; sua atmosfera é composta basicamente de hidrogênio e hélio e traços de metano e hidrocarbonetos como etano e acetileno. O planeta deve possuir um pequeno núcleo rochoso cuja massa deve ser próxima à da Terra.
Sua cor azul é o resultado da absorção do vermelho pelo metano em sua atmosfera, mas existem efeitos adicionais, ainda não totalmente identificados, que contribuem para a coloração azul intensa nas nuvens de sua atmosfera.
Como um típico planeta gasoso, Netuno possui ventos muito velozes confinados em bandas de latitudes e grandes tempestades. Os ventos em Netuno são os mais rápidos do sistema solar chegando a velocidades de até 2000 km/h.
Da mesma maneira que Júpiter e Saturno, Netuno também possui uma fonte interna de calor e irradia mais do dobro da energia que recebe do Sol.
Quando da visita da Voyager2, a característica mais proeminente de Netuno era a grande mancha escura no hemisfério sul do planeta. Entretanto, as observações efetuadas pelo Hubble em 1994 mostraram que a grande mancha havia desaparecido. Ela simplesmente dissipou ou foi mascarada por outros aspectos de sua atmosfera. Alguns meses depois o telescópio espacial descobriu uma nova mancha escura no hemisfério norte do planeta. Isso indica que a atmosfera de Netuno muda muito rapidamente, talvez devido a diferenças de temperatura entre as partes superiores e inferiores de suas nuvens.
Em sua missão de 1994 o Hubble fez a imagem ao lado a partir da composição de imagens tomadas em diferentes filtros de cores, no visível e no infravermelho próximo. As regiões rosadas são nuvens de cristais de gelo de metano na alta atmosfera do planeta.
Netuno também possui anéis bastante escuros como os de Júpiter e Urano, e a composição desses anéis ainda é desconhecida. Observações por telescópios baseados em Terra revelaram apenas arcos difusos, mas as imagens obtidas pela Voyager 2, mostraram os anéis por completo.
Em Netuno, o eixo magnético está inclinado de 47 graus em relação ao eixo de rotação. Além disso, o deslocamento do centro de seu campo magnético em relação ao seu centro geométrico é o maior do sistema solar.
Devido à grande excentricidade da órbita de Plutão, Netuno durante alguns anos se transforma no planeta mais distante do sistema solar.
Netuno tem oito luas conhecidas. Sete delas são pequenas e Tritão é relativamente grande nos padrões do sistema solar. Seis delas foram descobertas pela missão Voyager 2, Tritão foi descoberta em 1846 por Lassel e Nereida foi descoberta por Kuiper em 1949. Tritão, a maior e mais conhecida, tem atmosfera predominantemente composta de nitrogênio e metano, e apresenta "aurora" em sua alta atmosfera. Esse fenômeno é causado pela interação de partículas carregadas do cinturão de radiação do planeta com a atmosfera do satélite. Tritão possui ainda algumas características curiosas, como o movimento orbital retrógrado e "geysers" lançando material provavelmente rico em carbono, a 8km acima da superfície. Ao lado, uma imagem de Netuno e Triton.
A seguir, uma tabela com informações sobre os satélites de Netuno:

Satélite
Distância (x 1000 Km)
Raio (Km)
Massa (Kg)
NAIAD
48
29
?
THALASSA
50
40
?
DESPINA
53
74
?
GALATEA
62
79
?
LARISSA
74
96
?
PROTEUS
118
209
?
TRITÃO
355
1350
2,14E22
NEREIDA
5509
223
?



Planeta Urano



Urano é um planeta do sistema solar, é o sétimo a partir do sol, esse se encontra entre Saturno e Netuno. Urano possui a inclinação de seu eixo de rotação no qual se estabelece praticamente em noventa graus, tomando como referência a sua órbita.

Urano possui aspecto com tonalidade azul-esverdeada, característica proveniente da fusão de diversos gases contidos na sua atmosfera. O planeta possui anéis que não podem ser visualizados a olho nu que, assim como o planeta, possui tonalidade azul, compondo uma marca que caracteriza Urano.

Urano realiza o movimento de rotação contrário ao dos outros planetas, ou seja, sentido anti-horário. O planeta em questão configura como o primeiro planeta que não foi descoberto na Antigüidade.

O primeiro registro realizado acerca de Urano aconteceu no ano de 1690, ganhando o nome de estrela 34 tauri, o trabalho de coleta de dados se deve aos esforços de John Flamsteed.

Urano é composto internamente por gelo e rochas, sendo o primeiro com maior intensidade, sua atmosfera é constituída da junção de hidrogênio e hélio.

Informações gerais sobre Urano

Principal descobridor: William Hershel.

Data do descobrimento: 13 de março de 1781.

Raio: 2, 870, 972, 200 km.

Velocidade orbital: 6. 8352 km/s.

Número de satélites: 27.

Diâmetro equatorial: 51.724 km.

Período de rotação: - 17 horas 14 segundos.

Urano é superior 67 vezes à Terra quanto ao tamanho, apresenta uma modesta luminosidade, pelo menos 350 vezes menor. Para a consolidação total do movimento de translação, ou seja, girar completamente em torno do sol é preciso 84 anos terrestres para concluir.

Devido o eixo de rotação ser próximo da órbita, as noites têm duração de quarenta anos, nesses períodos as temperaturas atingem – 210ºC. 

O planeta Venos


venos é o segundo planet ado sistema solar:
O nome do planeta em questão é proveniente da deusa romana Vênus. O planeta Vênus possui grande semelhança com a Terra, ambos são do tipo terrestre, além disso, são semelhantes quanto ao tamanho, massa e composição.

Vênus é o planeta de maior proximidade com a Terra, está distante entre 40,2 milhões de quilômetros e 260 milhões de quilômetros, essa variação é oriunda da órbita que os respectivos realizam em torno do sol.

O estudo acerca de Vênus teve início quando a primeira sonda espacial, chamada de mariner 2, em 1962, atingiu a superfície do planeta, logo mais foram enviadas outras sondas, o fluxo aumentou, até por que configurava o período da corrida espacial, então foram enviadas as sondas soviéticas de nome Vênus e as americanas Mariner e Pioneer.

No ano de 1982 outras sondas pousaram na superfície e detectaram basalto de cobre nas camadas do planeta.

Vênus é um dos astros mais reluzentes, superado pela Lua, a luz refletida é popularmente denominada de “estrela Dalva”.

No decorrer de muito tempo imaginava-se que Terra e Vênus eram planetas gêmeos, embora as particularidades comuns se restrinjam somente aos aspectos referentes ao tamanho e massa, pois em condições favoráveis de formação e proliferação de vidas são totalmente distintos.

Outra diferença entre Terra e Vênus é a atmosfera, pois a atmosfera do segundo é 92 vezes mais densa que a da Terra. Isso por que a atmosfera é constituída em grande parte de gás carbônico, ocasionando um profundo efeito estufa que coloca o planeta como o mais quente entre todos os outros.

Uma curiosidade particular de Vênus é em relação aos movimentos de rotação e translação, em que um dia nesse planeta é maior que um ano.

Características gerais sobre Vênus

Rotação: - 243 dias.
Translação: 224 dias.
Diâmetro: 12 102 quilômetros.
Temperatura máxima: 482ºC.
Pressão atmosférica: 92 milibars.
Lua: nenhuma.

Composição atmosférica

Hélio
Sódio
Oxigênio
Dióxido de carbono
Enxofre
Vapor de água

PLANETA MERCURIO 
·  Rotação: 58 dias
·  Translação: 87 dias
·  Diâmetro: 4878 km
·  Temp. Máxima: 427 C
·  Temp. Mínima: -173 C
·  Luas: 0
·  Composição da atmosfera: Helio, Sódio e Oxigênio

Se um explorador andasse pela superfície de Mercúrio, veria um mundo semelhante ao solo lunar, repleto de montes ondulados e cobertos de poeira erodidos pelo constante bombardeamento de meteoritos.
Existem escarpas com vários quilômetros de altura e centenas de quilômetros do comprimento. A superfície está ponteada de crateras.
O explorador veria o Sol duas vezes e meia maior do que na Terra; no entanto, o céu é sempre negro porque Mercúrio praticamente não tem atmosfera e a que tem não é suficiente para causar a dispersão da luz.
Se o explorador olhasse fixamente para o espaço, veria duas estrelas brilhantes. Veria uma com tonalidade creme, Vênus, e a outra azulada, a Terra.
Antes da Mariner 10, pouco era conhecido sobre Mercúrio devido à dificuldade de o observar com os telescópios.
Na máxima distância, visto da Terra, está apenas a 28 graus do Sol. Por isso Mercúrio só pode ser visto durante o dia ou imediatamente antes do nascer-do-Sol ou imediatamente depois do pôr-do-Sol.
Quando observado ao amanhecer ou ao anoitecer, Mercúrio está tão baixo no horizonte, que a luz tem que passar através do equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre que passaria se estivesse diretamente por cima de nós.

Distâncias e Temperatura
Mercúrio é o mais planeta mais próximo do sistema solar. Durante o afélio, a distância máxima ao Sol é de 77 milhões de quilômetros e durante o periélio é de 46 milhões.
Devido à grande excentricidade de sua órbita, a temperatura eleva-se brutalmente quando está no periélio e de dia chega a atingir 430ºC. Durante a noite, do lado oposto, a temperatura cai para aproximadamente -180ºC, o que torna Mercúrio o planeta com a maior amplitude térmica do sistema solar.

Imagens captadas por sondas mostram que Mercúrio é muito similar à Lua, devido à grande quantidade de crateras, no entanto sua composição química é muito parecida com a da Terra.
Em Mercúrio não existe atmosfera, mas astrônomos já detectaram a presença de um tênue envólucro de hélio, que acredita-se tenha sido originado da transmutação de elementos radioativos como o Tório e Urânio, presentes nas rochas, podendo também ter sido levado pelo vento solar.
Dados colhidos pela Mariner 10 em 1974 detectaram a existência de campo magnético, o que evidencia que o interior do planeta tenha núcleo metálico. Essa idéia é reforçada pela elevada densidade de Mercúrio, da ordem de 5,44 g/cm3.
Na superfície esta densidade é de 2,4 g/cm3 o que supõe que seu núcleo tenha uma densidade de aproximadamente 6,5 g/cm3.
Esses valores fazem supor que seu núcleo corresponda a 70% da massa total, além de mostrar que Mercúrio tem uma gravidade muito parecida com a de Marte, mesmo sendo menor que ele.
Com a gravidade quase o dobro da lunar e a sua grande proximidade do Sol, os impactos dos meteoritos são muito intensos, o que provoca deformações diferentes na superfície.
Além disso, a gravidade mais intensa também faz com que a matéria arremessada percorra uma distância até vinte vezes menor que na Lua, modelando de forma diferente as crateras do planeta.

Marte tinha Oceno que cobria 36% do Planeta


Dois novos estudos trazem mais evidências de que Marte, um dia, foi coberto por um grande oceano.
Integrando dados da NASA e da Agência Espacial Européia, obtidos pela sonda que orbita o planeta, cientistas concluíram que este oceano cobriu cerca de 36% do planeta e continha 30 milhões de metros cúbicos de água.
Isso teria formado uma camada de 550 metros de profundidade. O volume lá seria 10 vezes menor do que atualmente temos na Terra, embora Marte tenha pouco mais da metade do tamanho do nosso planeta.
Os resultados obtidos pelos pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, Estados Unidos, indicam também que o planeta possuía um ciclo hidrológico similar ao da Terra, incluindo precipitações, formação de nuvens, gelo e acúmulo de água subterrânea.

Vista da região do polo norte marciano, região rica em gelo: novos dados confirmam existência de hidrosfera no passado
A ideia de um oceano no planeta vermelho vem sendo amplamente divulgada, e desafiada, ao longo das ultimas últimas duas décadas. No entanto, esta é a primeira vez que é feita uma análise tão ampla de características relacionadas à presença de água, como dados de depósitos e de vales de rios. Os pesquisadores usaram o sistema de informação geográfica (GIS) para mapear o terreno de Marte e encontraram mais de 52 deltas de rios que estavam quase na mesma elevação (e alimentam inúmeros vales). Com base nisso, a equipe liderada por Gaetano Di Achille, que publicou seus resultados na Nature Geoscience, acredita ter encontrado os limites do oceano. Exatos 29 desses 52 deltas estavam conectados ou com um antigo oceano em Marte ou ao subterrâneo e a diversos grandes lagos adjacentes.
Mas este não é o único estudo que reforça a idéia de um grande oceano na chamada era Noachian, há mais de três bilhões de anos. Uma segunda pesquisa da Universidade, liderada por Brian Hynek e publicada no Journal of Geophysical Research – Planets,Hoke , detectou cerca de 40 mil vales de rios em Marte. Este número é quatro vezes maior do que o identificado anteriormente, e esta quantidade de vales indica a existência de muita precipitação em Marte.
Juntos, esses resultados embasam a teoria de que havia uma um ciclo de água no planeta, que integrava vales, deltas e oceano. A principal pergunta que os pesquisadores tentam agora responder é: onde foi parar toda essa água?